quinta-feira, 30 de abril de 2026

 

      O Uniforme Invisível: Como a postura na sala de aula molda o pensamento

(Igor Arraes)

 

       A sala de aula é um laboratório corporal, já que se trata de um ambiente controlado em que os alunos se mantêm posicionados corporalmente de acordo com as normas de cada escola. Corpo e mente estão intrinsecamente associados, por isso a linguagem corporal na escola diz respeito também ao comportamento social resultante das relações de poder, assim como afirma Foucaut: "Le geste d'écrire est un produit de la discipline scolaire.", isso ocorre porque os alunos se veem obrigados a adotar uma linguagem corporal, anulando traços de individualidade.

      A naturalidade da linguagem corporal é parte da identidade, da personalidade do aluno, pois cada indivíduo carrega consigo marcas culturais e preferências pessoais que compõe uma sopa de informações essenciais à percepção de individualidade. Tal naturalidade é desconstruída pela disciplina escolar à medida que se impõem padrões de corporeidade cujo objetivo é o controle e a vigilância, por isso,  "a família, ateliê cultural, modela a linguagem do corpo. A escola responsabiliza-se por ele, proíbe-lhe a manifestação, ou neutraliza-a”, Pujade-Renaud ( 1990, p. 93)

      O condicionamento corporal é uma limitação mental, pois a imposição comportamental influencia na percepção de mundo, cuja leitura também será delimitada pelo espaço físico psicológico temporal da sala de aula. Obviamente, todo contexto de imposições afeta o raciocínio limitando-o às exigências regenciais. Assim, o pensamento veste a roupa da obediência.   

 

Referências

FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução de Raquel Ramalhete. Petrópolis: Vozes, 1975. (Ou a edição que você tiver em mãos, mas esta é a padrão).

PUJADE-RENAUD, Claude. A linguagem do silêncio. Tradução de L. Guimarães. São Paulo: Berit, 1990.

terça-feira, 4 de abril de 2023

 

A linguagem

A linguagem é a capacidade humana de interação através de relações simbólicas verbais ou não verbais. O ser humano é um ser linguístico. Durante o processo de evolução, a aquisição da linguagem possibilitou aos seres humanos muitas vantagens. Imagine-se, por exemplo, uma comunidade onde não exista palavras, obviamente, toda a convivência dessa comunidade seria afetada, provavelmente a própria capacidade de sobrevivência enquanto grupo, já que a linguagem apresenta, entre seus carácteres, a capacidade de estabelecer e manter conexões entre as pessoas e esses laços foram fundamentais para a manutenção da vida do indivíduo e da coletividade.

A linguagem, como a conhecemos, é adquirida através da convivência, o ser humano, por ouvir repetidamente, internaliza o processo comunicativo. Já nos primeiros contatos entre pais e bebês, utilizam-se de palavras que serão repetidas pela criança. Assim, a formação intelectual de um indivíduo envolve vários aspectos relacionados à linguagem, desde o nível vocabular até as escolhas pessoais.

A linguagem utilizada por alguém diz muito sobre essa pessoa, aspectos cognitivos, culturais, sociais, religiosos, sentimentais, etc. Trata-se de uma “roupa” que serve, inclusive de identificação da pessoa que está vestida, dessa forma, expõe-se particularidades como grupo social, possibilidade econômica, gostos culturais, preferência religiosa. Enfim, são várias as possibilidades de interpretação a partir da observação sobre como como a pessoa se veste, assim também ocorre com o comportamento linguístico de alguém. A roupa veste por fora, mas a linguagem veste por dentro. (Igor Arraes)

sexta-feira, 17 de junho de 2022

 

Como escrever um parágrafo argumentativo de introdução?

 

O texto argumentativo deve defender o ponto de vista do enunciador sobre um tema polêmico.  Assim em primeiro lugar, deve-se fazer uma leitura do tema identificando seus aspectos mais importantes.

O parágrafo argumentativo deve conter um raciocínio completo.

A introdução de um texto argumentativo ( 15 a 30 linhas) deve apresentar três características essenciais para um bom desempenho:

1ª Deixar claro para o leitor qual assunto é tratado no texto

2º Estabelecer um, no máximo dois (de preferência) termos a serem explorados no desenvolvimento

3º Apresentar o raciocínio em linhas gerais, com palavras que sintetizem o que será analisado no desenvolvimento do texto.

 






Ex:     tema geral – MEIO AMBIENTE

Uma possível problemática para este tema deste tema é a relação entre o desenvolvimento e a preservação ambiental.

Então, partir da identificação de qual ideia será defendida, deve-se, na introdução, falar dela de forma geral. Como se vê a seguir,

 

A exploração humana do meio ambiente vem, ao longo da história, construindo um cenário preocupante que pode colocar a própria existência humana em risco no planeta. É um problema que se agrava tanto pela ausência do poder público, quanto pela contribuição dos cidadãos.

 

Assim, percebe-se que em linhas gerais, coloca-se a problemática (exploração) e uma relação de causa e efeito com termos gerais (poder público e cidadãos). Dessa forma, é importante que apresentem as fundamentações para esses termos no desenvolvimento, que possui a função de analisar o que se apresenta na introdução.

quinta-feira, 16 de junho de 2022

 

Linguagem ou Linguagens?

 

Como foi visto, a linguística possui critérios bem definidos acerca do conceito da palavra “linguagem”, entretanto, a própria palavra, em geral, é utilizada para se referir à diversos processos comunicativos e assim encontram-se denominações tais como linguagem musical, linguagem de programação de máquinas e computadores, linguagem corporal, de modo que a palavra assume outras representações além da científica.

Na gramática normativa do autor Rocha Lima (1998, pág. 45), vê-se sobre a linguagem a seguinte concepção: “Em sentido amplo, pode-se entender por linguagem qualquer processo de comunicação”. O autor cita como exemplos a mímica, o semáforo e transmissão de mensagens por outros meios como bandeiras, entre outros.  


O Engenheiro Florestal e pesquisador Peter Wohllebem, em seu livro “A vida secreta das árvores, destaca um capítulo sobre “A linguagem das árvores” no qual ele apresenta como conclusão de anos de pesquisa a forma de comunicação desses vegetais. Assim, Wohhllebem (2017, pág. 13) afirma:

 

 

“não seria interessante descobrir que as árvores podem se expressar? Claro que elas não produzem sons, por isso não a nada que possam escutar. Os galhos rangem, estalam ao entrar em atrito uns com os outros, e as folhas farfalham, mas esses sons são causados pelo vento, não dependem das ações delas. Acontece que as árvores marcam sua presença de outra forma: pelos odores que exalam.”

 

Essa forma de comunicação, não verbal, das árvores pode ser vista em outros seres tais como aves, abelhas, cães, gatos formigas, golfinhos baleias, etc. Todos esses processos são formas diferentes de comunicação, a priori, no sentido de transmitir informações, já que essa é uma das condições básicas da comunicação, a presença de duas fontes comunicativas. Também, por exemplo, quando um treinador consegue se comunicar com um animal. Há um processo comunicativo, mas em tais casos não se aplica o termo “linguagem”, já que não atende há alguns pré-requisitos: a linguagem é adquiria, evolui constantemente, transforma-se e utiliza-se do signo linguístico na representação da realidade, é, além disso, um meio de reflexão do indivíduo sobre si e sobre o mundo. (Igor Arraes)

 

A LINGUAGEM

 

A linguagem é a capacidade humana de interação através de relações simbólicas verbais ou não verbais. O ser humano é um ser linguístico. Durante o processo de evolução, a aquisição da linguagem possibilitou aos seres humanos muitas vantagens.  Imagine-se, por exemplo, uma comunidade onde não exista palavras, obviamente, toda a convivência dessa comunidade seria afetada, provavelmente a própria capacidade de sobrevivência enquanto grupo, já que a linguagem apresenta, entre seus carácteres, a capacidade de estabelecer e manter conexões entre as pessoas e esses laços foram fundamentais para a manutenção da vida do indivíduo e da coletividade.

A linguagem, como a conhecemos, é adquirida através da convivência, o ser humano, por ouvir repetidamente, internaliza o processo comunicativo. Já nos primeiros contatos entre pais e bebês, utilizam-se de palavras que serão repetidas pela criança. Assim, a formação intelectual de um indivíduo envolve vários aspectos relacionados à linguagem, desde o nível vocabular até as escolhas pessoais.

A linguagem utilizada por alguém diz muito sobre essa pessoa, aspectos cognitivos, culturais, sociais, religiosos, sentimentais, etc. Trata-se de uma “roupa” que serve, inclusive de identificação da pessoa que está vestida, dessa forma, expõe-se particularidades como  grupo social, possibilidade econômica, gostos culturais, preferência religiosa. Enfim, são várias as possibilidades de interpretação a partir da observação sobre como como a pessoa se veste, assim também ocorre com o comportamento linguístico de alguém. A roupa veste por fora, mas a linguagem veste por dentro.

O dicionário de linguística define a linguagem da seguinte forma:

“Linguagem é a capacidade específica à espécie humana de comunicar por meio de um sistema de signos vocais (ou língua), que coloca em jogo uma técnica corporal complexa e supõe a existência de uma função simbólica e de centros nervosos geneticamente especializados.  Esse sistema de signos vocais utilizado por um grupo social (ou comunidade linguística) determinado constitui uma língua particular. Pelos problemas que apresenta, a linguagem é objeto de análises muito diversas, que implicam relações múltiplas: a relação entre o sujeito e a linguagem, que é domínio da psicolinguística; entre a linguagem e a sociedade, que é domínio da sociolinguística; entre a função simbólica e o sistema que constitui a língua; entre a língua como um todo e as partes que a constituem; entre a língua como sistema universal e as línguas que são formas particulares; entre a língua particular como forma comum a um grupo social e as diversas realizações dessa língua pelos falante, sendo tudo isso domínio da linguística. Esses diversos domínios são necessária e estreitamente ligados uns aos outros.” (DEBOIS 1998, p. 387 -388)

Nota-se que a concepção linguística delimita o conceito de linguagem dentro da perspectiva de manifestação humana, simbólica, verbal, pois a linguística interessa-se pela linguagem no âmbito da palavra nas mais diferentes formas e meios de manifestação. Então, sabendo que a linguística é a ciência, em suas diversas ramificações, que pesquisa a linguagem, esse é ponto de vista científico sobre tal fenômeno. (Igor Arraes)

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Resumo- conceito - características




 RESUMO


É a apresentação concisa das ideias de um outro texto, mantendo-se as informações essências para o entendimento do mesmo. O resumo é um importante gênero acadêmico, pois através dele pode-se ter acesso a uma obra sem a necessidade do contato direto coma mesma. Para que um resumo possa ser elaborado devidamente, é necessário que se mantenha a mesma sequência hierárquica das ideias do original. Essa fidelidade garante a manutenção da linha de raciocínio do texto base.



Características gerais


Linguagem de acordo coma norma culta
Capacidade de síntese
Estrutura padrão
Organização hierárquica dos enunciados
Manutenção das ideias do texto original
Deve-se respeitar a ordem em que as ideias ou fatos são apresentados;
Não se deve apresentar juízo de valor, salvo quando se tratar de resumo crítico;
Deve ser compreensível por si mesmo, ou seja, dispensa a consulta do texto original, no caso do resumo informativo.
Deve-se evitar a reprodução de frases inteiras

Tipos de resumo

Resumo indicativo:
Caracteriza-se como sumário narrativo que elimina dados qualitativos e quantitativos, dessa forma, não dispensa a leitura do original. Refere-se somente às partes mais importantes do texto.

Resumo informativo:  também conhecido como analítico, pode dispensar a leitura do texto original. Deve salientar o objetivo da obra, métodos e técnicas empregadas, resultados e conclusões.

Resumo indicativo/informativo: é a fusão dos dois tipos anteriores de resumo 

Resumo crítico: é um resumo informativo com comentários do autor do resumo,  analisando e avaliando a     obra em questão.

segunda-feira, 29 de abril de 2019




LÍNGUA, LINGUAGEM E IDIOMA.


linguagem é o mecanismo utilizado para transmitir informações (conceitos, ideias e sentimentos.). Trata-se de um processo de interação. A língua é um código verbal característico, ou seja, um conjunto de palavras e combinações específicas compartilhado por um determinado grupo. O idioma é um código criado para facilitar a construção e a transmissão de uma mensagem. A língua portuguesa, por exemplo, é o código verbal mais usado pelos brasileiros no ato comunicativo.

AS DIFERENTES CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM

De acordo com Koch (2003, p. 7) Ao longo da História, a linguagem humana tem  sofrido diferentes concepções, destacando-se as seguintes: a) representação (“espelho”) do mundo e do pensamento; b) como instrumento (“ferramenta”)de comunicação; c) como forma (“lugar”) de ação ou interação.
Das três concepções, a mais atual é que percebe a linguagem como atividade, forma de interação, ação que possibilita aos membros de uma sociedade a prática dos mais variados atos, que vão exigir dos falantes reações, comportamentos de modo a estabelecer vínculos, compromissos diante do que se diz. Dessa forma, a linguem também é percebida como um jogo que se joga na sociedade cujas regras subsistem no interior do seu funcionamento.

sábado, 27 de outubro de 2018


          Olá, um tema  de redação para o EMEM 2018, bom exercício!

 O PODER DA INFORMAÇÃO E AS FAKE NEWS


Leia os trechos de  textos abaixo, de preferência leia-os na íntegra, a fonte está logo abaixo com um link e  utilize seu conhecimento de mundo para  produzir um texto de caráter dissertativo argumentativo sobre o seguinte tema:

O poder da informação e as “fake news”: como conviver com essa situação?

       
                           
          As novas Tecnologias da Informação (TICs) promovem uma integração entre as pessoas jamais vista na história da humanidade. As “redes sociais”, que conectam pessoas  no mundo inteiro, são responsáveis por mudanças de hábitos e de comportamentos. A troca instantânea  de informações e  a velocidade com a qual se propagam as notícias promoveram um salto enorme na evolução da comunicação humana. São muitos os avanços promovidos pela interação digital: a Educação, a Saúde, a Segurança pública, o Transporte enfim, todos os setores da sociedade, de alguma forma, beneficiaram-se das “redes socais”.  

          Diante disso, essas “redes” adquiriram um prestígio que as coloca em paridade com a imprensa jornalística. Entretanto, muitas das informações propagadas são inverídicas e têm causado prejuízos de toda ordem. Há muitos casos de pessoas linchadas por causa de informações falsas, as “fake news”, e existe suspeita de que tenham influenciado decisivamente as últimas eleições presidenciais nos Estados Unidos. É, sem dúvida, um sério problema que deve ser debatido pela sociedade para que se tomem providências quanto a propagação desse tipo de informação. Para isso, é necessário uma sociedade educada o suficiente para discernir sobre as informações e evitar a propagação de notícias falsas.




"Todo cuidado é pouco. Estamos falando de algo sério e perverso. Uns chamam de guerra ideológica; outros de contrainformação; outros ainda de defesa estratégica. Mas você e eu, acostumados a tratar informação como serviço público, podemos chamar de crime — contra o qual não há punição, nem investigação eficiente. As autoridades públicas ainda patinam nesse tema. A Justiça ainda não tem leis que tipifiquem o delito e que salvaguardem as potenciais vítima." (Correio Brasiliensae)






"O crescimento impressionante do Facebook — cujo valor de mercado é superior a US$ 500 bilhões, equivalente apenas às americanas Apple, Alphabet, Microsoft e Amazon, e à chinesa Tencent — baseou-se em tecnologia até então inédita para criar dependência, possibilitar a disseminação de notícias falsas sem nenhuma espécie de filtro, dar origem a bolhas de pensamento e permitir que minorias radicais se organizem, acreditando ter presença social maior do que a apontada pelos índices demográficos. (...)"

"A estratégia de manipulação foi admitida por um dos responsáveis pela sua execução, o canadense de origem cingalesa Chamath Palihapitiya. Ele começou a trabalhar no Facebook aos 31 anos, em 2007, e tornou-se o vice-presidente da área encarregada de aumentar o número de usuários. Saiu de lá em 2011. No ano passado, abriu a boca: em um evento na Universidade Stanford (EUA), afirmou que “os curtos ciclos de necessidade de atenção movidos por dopamina, que nós criamos, estão destruindo a forma como a sociedade funciona”.


"Ele se referia aos “likes”. Quando notamos que alguém “curte” o que publicamos, nosso organismo recebe uma pequena descarga de dopamina, uma das substâncias químicas produzidas pelas células do sistema nervoso, e que atua, entre outras funções, na sensação de prazer. Quanto maior o número de “curtidas”, maior o prazer; sabendo que determinado tipo de publicação pode provocar esse efeito, tendemos a publicar sempre algo parecido, ou seja, a forjar uma personalidade digital que ganha “likes”. Sem eles, tem-se a sensação de vazio. O ciclo gera ansiedade e dependência."


"As reações ao poder do Facebook têm se multiplicado nos últimos meses. Diversos jornais e revistas, como o americano The New York Times e a Folha de S.Paulo, anunciaram sua saída da plataforma. A multinacional Unilever, segundo maior anunciante global, mostrou-se disposta a retirar publicidade do Facebook e também do Google caso venha a confirmar que essas empresas “criem divisões sociais, estimulem o ódio ou fracassem na proteção às crianças”." (Revista educação)

Leia mais:>

quarta-feira, 24 de outubro de 2018


EXPOSIÇÃO E ARGUMENTAÇÃO


        No que diz respeito à produção textual, é interessante saber a diferença entre os dois tipos textuais: expositivo e argumentativo. O texto expositivo tem como principal objetivo a transmissão de informações, sem julgá-las. Já o texto do tipo argumentativo defende um ponto de vista em relação a um determinado assunto.
       
        Se houver uma proposta de redação de concurso ou vestibular, solicitando um texto expositivo, este não deverá conter argumentações. Entretanto, se a proposta de produção solicitar um texto argumentativo, por exemplo o ENEM, o redator pode inserir exposições no texto para que sirvam de fundamento à argumentação.

A seguir um quadro com as características dos dois tipos textuais: expositivo e argumentativo:
EXPOSIÇÃO
ARGUMENTAÇÃO
Baseia-se em dados verificáveis e em princípios lógicos.

Baseia-se em valores sociais, nas crenças e nos interesses.

Dados articulados por necessidade lógica, sem intervenção do orador.

Dados articulados pelo orador segundo sua força persuasiva.

Independe do auditório.

Dirigida ao auditório.

Prova a verdade de descobertas e raciocínios.

Defende a conveniência ou a inconveniência de teses e atitudes.

Conclusões incontestáveis.

Conclusões admitem contestação.

Encerra a polêmica.

Realimenta a polêmica.


sexta-feira, 19 de outubro de 2018






Cartão de confirmação do ENEM 2018 será divulgado na segunda-feira (22/10/18).

 O candidato poderá ver o local de prova, as provas acontecem nos dias 4 e 11 de novembro.

Este ano são 5,5 milhões de inscrições confirmadas para o ENEM


O cartão de inscrição, que ficará para consulta apenas pela internet.
é o documento de confirmação de cada candidato no ENEM e traz informações sobre: local de provas, nome da rua, número do edifício e o número da sala em que o candidato fará a prova.




O acesso é individual, feito com os dados pessoais e senha


ACESSE AQUI           https://enem.inep.gov.br/participante/    


Mesmo não sendo um documento obrigatório no dia do exame, é importante imprimir e levar o cartão de confirmação para facilitar o acesso às informações.  

domingo, 19 de agosto de 2018



     Olá, mais um tema inusitado para dissertação "a linguagem do corpo".
     
     É importante planejar bem o texto antes de iniciar, pode-se por exemplo, iniciar a dissertação afirmando que embora a comunicação verbal seja, socialmente, a mais percebida e valorizada,  existe uma comunicação não-verbal que é realizada pelo corpo durante uma conversação. Essa linguagem, apesar de pouco percebida,  é uma fonte de informações valiosa para os interlocutores.

..... Bem,  há varias maneiras de se fazer, é somente uma sugestão. Aliás sugiro também  que leia sobre o assunto, pois é um assunto muito importante já que está relacionado a forma como interagimos com os outros e com o mundo a nossa volta. 
Bom texto. Obrigado pela presença, bons estudos!
Prof. Igor Arraes.

Redação (UFF -2007)
PROPOSTA 
A) Quando falamos, para além das palavras, o corpo emite sinais significativos na construção da mensagem.
O receptor, ao “ler” estes sinais percebe o conteúdo, o assunto, a personalidade, o desejo, a sinceridade
ou não do emissor.
B) Redija um texto de caráter predominantemente dissertativo sobre o seguinte tema:
AS POSSIBILIDADES DE LEITURA DAS LINGUAGENS DO CORPO.

CAULOS pinturas, texto de Wilson Coutinho, 1998


sábado, 18 de agosto de 2018



Proposta de redação com narração bem interessante. 


     Olá, tudo bem?
     É necessário observar que, nesta proposta, não há indicação de definição de gênero textual, apenas é cobrado o tipo textual narrativo. Nesse caso, a escolha do gênero fica a cargo do candidato.
     Há vários gêneros que podem ser utilizados, por exemplo, depoimento, memória, conto, entre outros, inclusive, podendo ser escrito em primeira ou terceira pessoa,  mas que possibilite uma caracterização de um personagem vivenciando uma experiência em tempo e lugar determinados. Assim, o texto também deverá apresentar aspectos da descrição. 
     O redator  deve demostrar capacidade de interpretação das informações dispostas, bem como organização textual, criatividade e correção linguística.
Boa sote! Prof. Igor Arraes

É importante que se observe os pontos colocados pela banca, eles serão cobrados no seu texto.


PROPOSTAS DE REDAÇÃO UFF (2007) (adaptada com inserção de imagens )



A) Considere, como exemplo, a evolução das canções, dos personagens e do tipo de letra predominantes
nas décadas explicitadas.
Texto de Jussara Soares Soares (via Internet)

DÉCADA DE 40
Ele, de terno cinza e chapéu panamá,
em frente à vila onde ela mora, canta:
“Tu és divina e graciosa,
estátua majestosa!
Do amor por Deus esculturada.
És formada com o ardor
da alma da mais linda flor, de mais ativo
Fonte: google
olor, que na vida
é a preferida pelo beija-flor...”

DÉCADA DE 50
Ele ajeita seu relógio Pateck Philip na
algibeira, escreve para a Rádio Nacional
e manda oferecer a ela uma linda música:
“A deusa da minha rua,
tem os olhos onde a lua,
costuma se embriagar.
Nos seus olhos eu suponho,
que o sol num dourado sonho,
vai claridade buscar...”

DÉCADA DE 60
Ele pede ao cantor da boate que ofereça
Fonte: Google
a ela a interpretaçao de uma bela
canção da Bossa Nova:
“Olha que coisa mais linda,
mais cheia de graça.
É ela a menina que vem e que passa,
no doce balanço a caminho do mar.
Moça do corpo dourado,
do sol de Ipanema.
O teu balançado é mais que um poema.

DÉCADA DE 70
Ele chega em seu fusca tala larga, sacode o
cabelão, abre a porta pra mina entrar e bota
uma melô jóia no toca-fitas:
“Foi assim, como ver o mar,
a primeira vez que
os meus olhos se viram no teu olhar...
Quando eu mergulhei no azul do mar,
sabia que era amor e vinha pra ficar...”

Fonte: Google
DÉCADA DE 80
Ele telefona pra ela e deixa rolar um:
“Fonte de mel, nos olhos de gueixa,
Kabuki, máscara.
Choque entre o azul e o cacho de
acácias,
Luz das acácias, você é mãe do sol.
Linda, mais que demais...”

DÉCADA DE 90
Ele liga pra ela e deixa gravada uma música
na secretária-eletrônica:
“Bem que se quis,
depois de tudo inda ser feliz.
Mas já não há caminhos pra voltar.
E o que é que a vida fez da nossa vida?
Fonte: Google
O que é que a gente não faz por amor?”

EM 2001
Ele captura na Internet um batidão legal
e manda pra ela por e-mail:
“Tchutchuca!
Vem aqui com o teu Tigrão.
Vou te jogar na cama e te dar muita
pressão!
Eu vou passar cerol na mão, vou sim,
Fonte: Google
vou sim!
Eu vou te cortar na mão!
Vou sim, vou sim!
Vou aparar pela rabiola!
Vou sim, vou sim!”

B) Redija um texto de caráter predominantemente narrativo em que o personagem apresenta uma canção relacionada a uma situação por ele vivida no seu cotidiano.
Observações:

  • caracterização de um personagem: quem é; como se apresenta;
  • caracterização de tempo e de lugar;
  • a escolha da canção não se restringe às canções exemplificadas acima.

terça-feira, 31 de julho de 2018

As incrições do ProUni 2018 (segundo semestre) se encerram

hoje!

 Neste semestre o ProUni oferta 174.289 bolsas de estudo em 1460 instituições de ensino superior, sendo 68.884 bolsas integrais e 105.405 bolsas parciais.

As inscrições devem ser feitas,até a meia noite do dia 31 de julho, através do site do ProUni 

INSCRIÇÕES➢     http://siteprouni.mec.gov.br/


Independentemente da opção inicial dos candidatos pela concorrência (vagas destinadas, políticas afirmativas, ampla concorrência), a lista de espera será única para cada curso, turno e local de oferta da vaga.


A partir do dia 2 de agosto, a lista de espera estará disponível para consulta pelas instituições. os candidatos deverão comparecer as instituições de ensino do dia 3 ao dia 6 de agosto com a documentação comprobatória das informações prestadas no momento da inscrição.


segunda-feira, 19 de março de 2018


ENEM DIVULGA ESPELHOS DE REDAÇÃO
NOTAS DE TREINEIROS TAMBÉM SÃO DIVULGADAS





Já se encontram disponíveis os espelho das redações dos candidatos que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM.


Para ter acesso ao material, os candidatos devem acessar o Portal do Inep:





Os espelhos das redações são para fins pedagógicos, assim cada candidato poderá saber como se saiu em cada uma das cinco competências


A prova realizada em novembro do ano passado e  teve como tema: “Os desafios para educação de surdos”.

Das 4.725.330 redações corrigidas, 53 redações tiveram a nota máxima e 309.157 tiveram nota zero.


terça-feira, 6 de março de 2018

Tema para dissertação: Intervenção militar no Rio de Janeiro, “remédio” para a violência urbana ou “maquiagem”?





Tema para dissertação: Intervenção militar no Rio de Janeiro, “remédio” para a violência urbana ou “maquiagem”?


O Senado aprovou nos últimos minutos desta terça-feira o decreto assinado pelo presidente Michel Temer que determina a intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro, deixando a segurança pública fluminense sob responsabilidade de um interventor militar, que responde ao presidente da República. O placar foi de 55 votos favoráveis, 13 contrários e uma abstenção.
Horas antes, na madrugada de terça-feira, a matéria havia sido chancelada pela Câmara dos Deputados. Na casa, o texto foi aprovado por 340 votos a favor e 72 contra, além de uma abstenção.
Assim, a segurança pública do Rio sai da esfera estadual e vai para a federal, com comando militar, até 31 de dezembro de 2018 (Fonte: BBC Brasil,  acesso em: 06/03/2018)

No primeiro final de semana após o anúncio da intervenção federal no Rio de Janeiro, o número de tiroteios e mortos por disparos de armas de fogo na região metropolitana foi maior do que a média registrada nos fins de semana de 20 segundo levantamento do aplicativo Fogo Cruzado, obtido com exclusividade pelo UOL ( Fonte UOL notícias, acesso em 06/03/2018)

A UFRJ divulgou nesta sexta-feira um manifesto sobre a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro. O texto - assinado por mais de 300 acadêmicos, artistas, intelectuais, políticos, juristas e movimentos sociais - expressa "séria preocupação" com a intervenção.


A favor- De acordo com o senador Lasier Martins (PSD-RS), o Rio de Janeiro é hoje a capital da marginalidade. Ao apoiar a intervenção, Lasier lembrou que muitas crianças fluminenses têm medo de ir à escola, por medo de uma bala perdida. Ele disse que existem territórios no Rio de Janeiro onde a polícia não entra, pois são dominados por criminosos. Esse fato, segundo o senador, já justificaria a intervenção. Os senadores Magno Malta (PR-ES), Lúcia Vânia (PSB-GO) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) também discursaram a favor da intervenção.
— Não há o que fazer a não ser aprovar o decreto. Qualquer posição contrária é embate político — declarou Cássio, que ainda fez uma homenagem a Cristovam Buarque (PPS-DF), aniversariante do dia e ausente devido a problemas de saúde, pedindo uma intervenção na educação, para garantir um melhor futuro para o Brasil.

Contra - — Não tem nenhum cabimento essa intervenção parcial. O Senado está participando de uma farsa midiática. A responsabilidade está nas nossas mãos, pois a população pobre não pode ser massacrada — declarou Requião.
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) também se manifestou contrário à medida, que não passaria de uma “maquiagem” e uma “farsa”, com intenções políticas. Ele também manifestou preocupação com o preparo das forças militares, que recebem treinamento para outro tipo de intervenção. Humberto Costa (PT-PE) disse que o governo não respondeu a muitas dúvidas sobre o decreto e manifestou receio de que a população mais pobre seja vítima da intervenção. Para o senador, a necessidade do Rio de Janeiro é evidente, mas a intervenção é apenas uma “peça de marketing”. Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) questionou a efetividade do decreto e alertou que os pobres poderão ser as principais vítimas da intervenção.
TEMA: Diante do que foi exposto, escreva um texto dissertativo argumentativo de 15 linhas, no mínimo, e 30 linhas, no máximo, posicionando acerca da intervenção militar no Rio de Janeiro. 
Procure fundamentar seu ponto de vista.
Não copie trechos dos textos apresentados na coletânea.