Separamos uma seção só para você exercitar a sua capacidade de redigir dissertações.
Os temas serão selecionados conforme os acontecimentos diários. Os textos de apoio geralmente apresentarão diferentes pontos de vista sobre a problemática.
O interessante é que você se aprofunde nos temas e leia outros materiais a respeito antes de iniciar a organização das ideias do seu texto.
Quando for treinar para o ENEM ou outro concurso, determine um tempo para que você conclua seu texto, sente-se em uma posição confortável somente saia quando concluir a redação. Fazendo assim, você está condicionando a sua capacidade de administrar o tempo de produção textual.
Boa sorte e bons estudos.
Prof. Igor Arraes.
Tema 05
A educação brasileira trem sido palco de discussões
diversas, uma delas diz respeito à possibilidade de militarização do ambiente
escolar, inclusive, já existem experiências que podem servir para reflexões.
Leia os textos abaixo em que as informações foram retiradas de uma matéria jornalística sobre
o assunto. É importante buscar outras informações a respeito, já que é um tema
com grande potencialidade para ser cobrado no próximo ENEM ou em outros
vestibulares. Boa produção textual!
Prof. Igor Arraes.
TEMA: Leia os textos abaixo produza um texto dissertativo
argumentativo a partir da seguinte indagação:
Deve-se adotar a militarização nas escolas públicas
brasileira como uma forma de melhorar o ensino-aprendizagem dos alunos?
A Escola Altair da Costa Lima não é um colégio militar,
onde a prática é comum, mas é uma das primeiras instituições de ensino a
receber o modelo batizado de Vetor Disciplinar, resultado de um acordo de
cooperação técnica entre a Polícia Militar da Bahia e prefeituras que enxergam
no método de disciplina da PM um caminho para melhorar os resultados de suas
unidades de ensino básico.
rata-se de um modelo diferente dos Colégios da
Polícia Militar (CPM). Na Bahia, existem atualmente 15 CPMs e, pela legislação
vigente, esse número só pode chegar a 17. No caso do Vetor, as escolas seguem
geridas pelas prefeituras e recebem policiais militares da reserva para atuar
no âmbito disciplinar. Neste caso, o custo para implantação do modelo fica a
cargo dos municípios. (...)
No meio acadêmico e entre educadores, entretanto, o sistema é
alvo de críticas, pois estaria levando o militarismo para dentro de escolas
que, oficialmente, não são militares. (...)
Na Altair da Costa Lima, 650 alunos
do Ensino Fundamental 2 (6º ao 9º ano) precisam se adaptar às regras do Vetor.
De acordo com o novo regimento da
escola, criado com a implantação do sistema, as garotas devem prender o cabelo
em coque e é proibido o "uso de penteado exagerado (cheio ou alto) e/ou
cobrindo a testa". Batom e esmalte não podem ter cores vivas.
Os meninos, por sua vez, devem manter
os cabelos com corte em máquina nº 2 para as laterais e nº 3 para a parte
superior, sem topete, franja ou pintura. A cada 20 dias, os alunos passam por
uma "revista de cabelo".
À espera do novo fardamento definitivo (calça ou saia-calça azul
de tactel e camisa polo branca com nome e tipo sanguíneo), os estudantes
ganharam um uniforme provisório, com brasão da prefeitura e bandeira da Bahia.
Todos devem manter a camisa dentro da calça e usar sapatos pretos fechados.
Dentro de sala, cada aluno agora tem seu lugar
pré-determinado. Além disso, as salas ganharam janelas de vidro nas portas, o
que permite que os tutores disciplinares (os PMs da reserva) monitorem a todo
momento o comportamento dos estudantes.O líder da turma, que muda a cada dez dias, recebe
os professores batendo continência e, em seguida, informa se estão todos ali ou
se há alguma ausência.
"Eu acho um porre. Não pode fazer nada que já
enchem o saco. No ano que vem eu não quero ficar aqui não", disse uma
aluna. "Não dava pra assistir aula, tinha briga o tempo todo, muita zoada,
uma bagunça. Agora está melhor pra estudar", afirmou outra
Os alunos também se queixam de não poderem sair para beber água,
o que o sargento da reserva da PM Gilson Santos minimiza.
"Eles passam o intervalo todo e não bebem água,
aí querem sair quando começa a aula. Então seguramos um pouco, pra não sair
todo mundo de uma vez. Isso atrapalha até o professor", disse ele em sua
sala, de onde monitora as imagens de câmeras espalhadas pelas áreas de
concentração dos alunos, como pátios, corredores e quadra - não há câmeras nas
salas de aula.
Disciplina
Junto com outros dois sargentos da reserva da PM,
Gilson é o responsável por fazer valer o Regimento Interno Disciplinar da
escola.
De acordo com o artigo 6º do regimento, sair da sala
sem permissão do professor, conversar ou mexer-se quando estiver em forma,
chegar atrasado às atividades e usar óculos escuros ou outros adornos quando
fardados são exemplos do que é considerada uma transgressão leve.
Exemplos de transgressões de natureza média são:
"deixar de cumprimentar diariamente os funcionários da escola",
"deixar de cortar o cabelo na forma regulamentar e nos prazos
previstos" e "ter em seu poder, introduzir, ler ou distribuir, dentro
da escola, publicações, estampas, jornais ou através das redes sociais, que
atentem contra a disciplina, a moral e a ordem pública".
Entre as transgressões graves estão as agressões
físicas ou verbais contra professores e funcionários, roubo, assinar pelo pai
ou responsável algum documento escolar e a posse, dentro da unidade, de bebidas
alcoólicas, drogas ou material explosivo.
Pelo regimento, todos os alunos que já estavam na Escola Altair
da Costa Lima quando o Vetor Disciplinar foi implantado - assim como aqueles
que venham a ingressar -, receberam nota 8 de comportamento, o que é
considerado "bom".
A depender da falta que cometa, o aluno pode ser
advertido, repreendido, retirado da aula ou suspenso das atividades. Desse
modo, ele vai recebendo subtrações decimais gradativas em sua nota de
comportamento. Caso fique com nota disciplinar abaixo de 2, seu comportamento é
considerado "incompatível" e, de acordo com o artigo 40 do regimento,
o estudante deverá ser transferido para outra escola do município.
Por outro lado, a nota de comportamento pode subir
se o estudante receber um elogio individual (+0,25) ou um elogio coletivo
(+0,15). Quem chega a 10 é considerado um aluno disciplinarmente
"excepcional".
Experiência
"Eu assumi a direção há três anos e a escola
estava decadente. Tinha vandalismo, pichação, ameaça a professores, uso de
drogas. Isso acabou. Até agora, acho que essa transformação é positiva",
afirma Kátia Murta, diretora pedagógica da Altair da Costa Lima.
"De toda a parte pedagógica e administrativa
quem cuida somos nós. Os professores são os mesmos, a maioria com mais de dez
anos de escola. Acho que os alunos estão mudando o comportamento não por medo,
mas pelo desafio do novo", diz Murta.
Genilza Dias, que além de professora de Filosofia e
Sociologia é coordenadora pedagógica da unidade, afirma que, quando surgiu a
notícia de que a escola receberia o programa, não viu com bons olhos.
"Fui contra, não queria que aqui virasse um
colégio da PM, onde o professor não tem autonomia. Mas, por enquanto, estamos com
liberdade de trabalhar o conteúdo sem interferência, e o comportamento dos
alunos melhorou. O Vetor mudou a questão disciplinar, mas se um aluno não faz
tarefa e não participa, isso segue sob responsabilidade dos professores. Tem
professor que acha que vai militarizar mesmo. Espero que isso não
aconteça", disse ela, que está na escola Altair há 22 anos.
A professora de Artes Claudia Marinho, desde 2002 na
unidade, também aprova o que chama de "mudança de comportamento" dos
estudantes, mas ainda acha cedo para fazer uma avaliação mais profunda.
"Ainda não temos resultado prático dentro de
sala. É verdade que eles estão mais quietos, mas precisamos esperar para ver se
isso vai se transformar em rendimento", disse. "Para isso, é preciso
muita participação também da família."
Para o capitão da PM Alexandro Matos, multiplicador
do projeto nas cidades onde ele vem sendo implantado, o objetivo não é criar
soldados, e sim dar "uma bússola moral para os estudantes".
"Eles aprendem o sentido de grupo, de certo e errado, se revezam como
líderes da turma, o que é um bom aprendizado até para criar um espírito de
liderança", diz.
Somada à questão disciplinar e à violência dentro e
no entorno da escola, o baixo desempenho dos alunos também foi uma das
motivações para que a prefeitura de Dias D'Ávila buscasse a implantação do
Vetor.
No Índice de Desenvolvimento de Educação Básica
(Ideb) 2017, divulgado pelo Ministério da Educação no início deste mês, a
escola Altair ficou sem nota na avaliação do 9º ano porque o número de participantes
foi insuficiente. A meta de 2017 era 4,3. Em 2015, a meta era 4,0 e escola
ficou com nota 2,9.
"Eu não sou a favor de militarizar a educação e
nem acho que seja o caso aqui. Mas precisávamos tentar uma experiência
diferente, porque era uma situação emergencial. Esse é um modelo, pode haver
outros", diz Francisco Lessa, secretário de Educação de Dias D'Ávila.
O secretário afirma que facções de grupos criminosos
já estavam atuando dentro da Altair da Costa Lima e que, em outra escola do
município, ele próprio já chegou a ser barrado pelos alunos.
"Cheguei na porta e um rapaz veio dizer que eu
não poderia entrar porque era 'estranho'. Eu disse que era um cidadão e, além
disso, era o secretário de Educação, e entrei", conta Lessa. "A
violência nas escolas é reflexo de um enorme problema social e de famílias
desestruturadas. Mas temos que tentar resolver na escola, e com esse programa
temos pelo menos um norte."
"Aqui tem professores excelentes, mas que não
conseguiam trabalhar direito. Tínhamos problemas com drogas, violência, facções
e tudo isso mudou. Os pais me param na rua e dizem que as crianças mudaram em
casa também", afirma a prefeita de Dias D'Ávila, Jussara Márcia (PT), que
já pretende levar o modelo para outras escolas do município.
Em Campo Formoso, no centro-norte da Bahia, a
prefeita Rose Menezes (PSD), primeira a implantar o sistema, defende ponto de
vista semelhante: "Eu ando pelas escolas e a verdade é que a educação está
um desastre total. Precisava tomar alguma atitude, e o caminho que encontramos
foi esse, focar na disciplina para buscar um melhor desempenho".
A Escola Maria do Carmo, primeira do Estado a
receber o Vetor Disciplinar, contabilizou nota 2,8 no Ideb 2017 do 5º ano -
divulgado em março deste ano -, quando a meta era 4,3. Com meta 4,0, a nota do
9º ano foi 2,7.
De acordo com dados da Secretaria Estadual da
Segurança Pública, em 2017, Campo Formoso, que tem cerca de 70 mil habitantes,
registrou seis homicídios dolosos e dez tentativas de homicídio. Segundo a
prefeita Rose Menezes, metade desses crimes ocorreu no bairro onde está a
escola ou no seu entorno.
"O tráfico estava na porta da escola. Era
desesperador. A bagunça não permitia que nenhuma aula tivesse 50 minutos. Como
eu ia controlar isso? Não é militarização da escola, mas era preciso fazer
algo", disse a prefeita.
Disciplina vs desempenho
Para Claudia Costin, diretora do Centro de
Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas
(FGV) e ex-diretora de Educação do Banco Mundial, o Vetor Disciplinar baiano
pode não ser oficialmente uma militarização das escolas, mas, em suas palavras,
é uma "desfiguração da educação".
"Não sou contra os colégios militares e acho
bom que eles existam, pois é importante ter um ecossistema educacional com
diversidade. Acontece que os colégios militares têm um público específico, com
grande parte de suas vagas destinadas aos filhos de militares e outras
preenchidas por uma seleção que já é excludente. Ou seja, quem está ali buscou
essa opção, ou os pais buscaram", observa a professora e pesquisadora.
"O problema é usar a disciplina militar como
política pública educacional e espalhar isso por qualquer escola. Isso é um
erro grave."
Segundo Costin, uma educação de qualidade não está
necessariamente vinculada à disciplina, e sim à excelência. Já a excelência,
ela explica, se estabelece com bons processos de ensino.
"Quando um professor consegue, através da
didática, do diálogo, com auxílio de novas ferramentas, fazer com que aquele
aluno que tem mais dificuldade evolua, isso é uma educação de qualidade. O
estudante se desenvolve e amplia suas habilidades, melhorando seu desempenho.
Impor regras rígidas e punições severas, nesse modelo militar, não é didática,
é medo."
No ranking da OCDE (Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Econômico), o país referência em educação no mundo é a
Finlândia. Lá, no lugar da rigidez, as crianças têm menos dever de casa, menos
carga horária na escola, mais recreio e um ensino baseado na interdisciplinaridade
dos conteúdos.
De acordo com a OCDE, tal sistema cria estudantes
com pensamento crítico e aptos a atuar nos mais diversos setores da sociedade.
Além disso, a carreira do professor finlandês é uma das mais valorizadas do
país.
Lembrando que a Bahia teve um mau desempenho no Ideb
2017, Claudia Costin opina que, se quiserem melhorar seus resultados, antes de
adotar a disciplina militar como política pública, Estado e prefeituras
"deveriam investir na estrutura das escolas, no material didático e na formação
continuada dos professores, pagar bons salários e até mesmo estender a jornada
com atividades extraclasse".
A Bahia ficou em último lugar do país em duas
categorias do Ideb divulgado neste mês. Juntando instituições públicas e
privadas, o Estado teve nota 3,0 no 3º ano do Ensino Médio (a meta era 4,3) e
nota 3,7 no 9º ano do Ensino Fundamental (a meta também era 4,3), nível em que
o Vetor Disciplinar está sendo implantado.
"Quando uma pessoa quer perder peso, sempre tem
uma dieta da moda. Mas, se ela não parar de comer e não fizer exercício, não
emagrece. Com a educação é a mesma coisa. Não adianta simplesmente colocar
ordens militares achando que só por isso essas crianças serão melhores
estudantes e vão aprender mais. A mudança tem que ser sistêmica", pontuou
Costin.
Lucília Augusta Lino, doutora em Educação e
presidente da Associação Nacional pela Formação dos Professores da Educação
(Anfope), também é crítica ao modelo do Vetor Disciplinar.
"Isso é um retrocesso ao século 19. A criança
respeita quando é respeitada, e esse respeito passa pela estrutura de uma
escola e pela preparação dos professores. A disciplinarização dos corpos não
tem nada a ver com bom desempenho. O estudante fica quieto, ok, mas não há
nenhum estudo que aponte que a mera disciplinarização traga benefícios do ponto
de vista educacional", afirmou Lino à BBC News Brasil em Salvador, onde
participou, no início de setembro, do 19º Encontro Nacional de Didática e
Prática de Ensino.
De acordo com a pesquisadora, os estudos mostram que
uma criança aprende mais quando tem liberdade. "Que é diferente de
libertinagem", observou. "E a autoridade de um professor, que é
importante, também não deve se confundir com autoritarismo."
Para ela, o bom desempenho que os alunos dos
colégios militares têm em avaliações como Ideb e Enem não deve ser atrelado
diretamente à disciplina. "Nesses colégios, a infraestrutura é melhor, os
professores ganham melhor e até a seleção para os estudantes entrarem já é um
filtro qualitativo. É claro que o desempenho vai ser melhor, não é por causa da
disciplina militar", opinou.
"Além disso, entre as escolas públicas, as
melhores notas nestas avaliações, na verdade, são dos institutos federais, que
não são militares."
De acordo com dados do MEC, das 20 escolas públicas
do governo estadual da Bahia com melhor colocação no Enem 2017, 12 são colégios
da PM, que chegam a ocupar da primeira à nona colocação.
Entretanto, se os institutos federais de Ensino
Médio entrarem no filtro das escolas públicas, apenas um colégio da PM baiana
figura entre os 20 melhores, ficando em sétimo lugar. A primeira colocação fica
com o Colégio Militar de Salvador (gerido pelas Forças Armadas, não pela PM) e
as outras 18 posições são de unidades de ensino da União.
Na opinião de Lucília Augusta Lino, os gestores
públicos aproveitam o medo da população em relação à violência urbana para
adotar uma solução "fácil".
"Na Ditadura Militar também tinha vidro nas
portas. Então a criança só vai se comportar se for vigiada? A criança tem que
ser ensinada num processo contínuo, em que ela incorpore os valores da
cidadania, da sociedade e desenvolva seus conhecimentos. Ela tem que aprender a
negociar conflitos, não pode ser na base do medo. Estão usando esse Vetor
Disciplinar para fazer o que a Educação deveria fazer", afirmou.
Ainda é cedo para conhecer o desempenho das escolas
com Vetor Disciplinar nas avaliações de ensino.
Fonte: BBC NEWS - https://www.bbc.com/portuguese/geral-45491630
Acesso em 27/09/2018
Tema 04
O primeiro desafio do tema é extrair a problemática do quadrinho apresentado na proposta.
Esse tema é um exemplo de que há várias formas de se abordar a problemática da violência, nesse caso, a partir de uma imagem, visivelmente, relacionada à violência doméstica, principalmente no que diz respeito à educação pelo exemplo. Deve-se lembrar que a família é considerada a base social, pois é o ambiente onde o ser humano estabelece as primeiras relações e, por isso, reflete-se na formação do indivíduo e na forma como ele vai interagir com os outros em sociedade. (Prof. Igor Arraes)
Proposta 1 – (ITA-2008)
INSTRUÇÕES PARA REDAÇÃO
Considere os quadrinhos reproduzidos ao lado.
Identifique seu tema e, sobre ele, redija uma dissertação em prosa, na
folha a ela destinada, argumentando em favor de um ponto de vista sobre o tema. (Em: Folha de S. Paulo, 15/08/2004.) |
A redação deve ser feita com caneta azul ou preta
Na avaliação de sua redação, serão considerados:
a) clareza e consistência dos argumentos em defesa de
um ponto de vista sobre o tema;
b) coesão e coerência do texto;
c) domínio do português padrão.
Atenção: A Banca Examinadora aceitará qualquer posicionamento
ideológico do candidato.
Tema 03
(UFF -2008)
PROPOSTA
2
A
revista Aventura na História publicou matéria cujo título “ Festa em
Roma” trata das festas
que
“a nobreza e os aristocratas ofereciam durante o Império Romano.”
Festa
em Roma
Banquete
costumava acabar em orgia
Revista
Aventuras na História, 8/ 2007
DANÇA
ERÓTICA
Além
da lira, a música era tocada com cítara e tambores vindos do Egito ou
castanholas da Espanha. Com ela, a orgia também começava. O cordax, por
exemplo, era uma dança grega, altamente erótica que despertava as paixões.
PRATO
PRINCIPAL: ESCRAVOS
Quanto
mais escravos, melhor. Eles serviam para trocar os potes de água quente para os
convidados limparem as mãos, espantar moscas ou como objeto sexual. Luxo era
designar que alguns com uma tocha levassem os convidados para casa.
VAI
ROLAR A FESTA
Um
aristocrata podia medir seu prestígio com o número de jantares e festas ao qual
era convidado. Ser convidado para os jantares certos, como os organizados pelo General
Lucius Lucullus (110-56 a .C)
também era uma honra. Melhor que isso só mesmo oferecer o jantar.
SEM
INDIGESTÃO
O
mais marcante no salão eram os tricliniuns, leitos com encosto para comer
e beber – só pobres e escravos comiam sentados. Quem queria realmente esbanjar
utilizava pratos de porcelana vindos da
China.
PALADAR
EXÓTICO
Um
bom festim chegava a ter 7 pratos. Na abertura, peixes, ostras marinadas e pratos
exóticos, como línguas
de passarinho (uma porção tinha cerca de mil). O prato principal era uma carne.
E as sobremesas eram
frutas ou tortas feitas à base de geleia e mel.
Quando
se discutem as atividades culturais dos tempos de hoje, perde-se a noção de
hábitos praticados por civilizações distantes e tende-se a julgar o
comportamento social, que caracteriza a realidade atual, desvinculado do
passado e totalmente inovador.
A)
Redija um texto de caráter predominantemente dissertativo sobre o
seguinte tema:
O
comportamento social de hoje, quanto aos modos de diversão, em comparação com o
passado.
B)
Redija seu texto, seguindo as observações:
1
- O texto deve necessariamente mostrar-se em registro lingüístico
escolarizado, atentando para a situação discursiva e o gênero textual.
2 - O texto deve
mostrar necessariamente as diferenças e possíveis semelhanças do
comportamento social de hoje, em relação aos modos de diversão no passado
próximo ou distante.
Tema 02
Leia os trechos abaixo, se poder informe-se mais sobre o assunto, e redija um texto dissertativo argumentativo sobre o seguinte questionamento:
Os jogos de videogames podem tornar as pessoas mais violentas?
Games violentos podem estimular a agressividade
Um estudo da Associação Americana de Psicologia mostrou que jogos violentos estão associados a um comportamento mais agressivo. O relatório provocou controvérsias.
Um relatório divulgado
recentemente pela Associação Americana de Psicologia (APA) afirma que games
violentos estão relacionados ao aumento do comportamento agressivo. No entanto,
não há provas que associem esses jogos à violência criminal.
Especialistas da
associação revisaram mais de 100 estudos sobre o assunto, publicados entre 2005
e 2013, e concluíram que jogos violentos podem, sim, aumentar o comportamento e
o pensamento agressivo. Os games também diminuem a sensibilidade à agressão.
Apesar dos resultados, os pesquisadores reforçam que não há provas para
determinar sua associação com a violência criminal e alterações neurológicas
nos jogadores.
Diante dos resultados, a
agência pede que os pais e a indústria de videogames aumentem o controle da
exposição de crianças e jovens a jogos violentos.
Fonte: Veja, acesso em 13/08/2018, às 11:00h
Não, games violentos não vão tornar seu filho agressivo
Nem adianta tentar
controlar a criançada: segundo um estudo internacional, os pais não conseguem
limitar o quanto os filhos são expostos a jogos violentos. Mas também não há
motivo para preocupação - nenhum videogame vai torná-los antissociais ou
praticantes de bullyin.
Especialistas em desenvolvimento
infantil discutem há anos o efeito de jogos violentos no comportamento das
crianças – e o bate boca intelectual está longe de terminar. Mas o estudo mais
recente feito com voluntários com uma média de 12 anos mostra que os jogos tem
menos influência sobre as reações infantis do que se imaginava.
A nova pesquisa analisou o
comportamento de 304 crianças britânicas. Os pesquisadores entrevistaram as
crianças e os pais para entender o quanto elas estavam expostas a jogos violentos
e como era seu comportamento com os amigos, na escola e na comunidade onde
viviam.
Ao contrário da maioria dos estudos
que estuda a relação entre videogames e agressividade, que geralmente estudam
adolescentes de no mínimo 16 anos, a nova pesquisa deu destaque a crianças mais
novas – antes da fase da “aborrecência”.
Os cientistas não encontraram nenhuma
ligação entre um aumento de comportamentos agressivos e o envolvimento com
videogames, mesmo que violentos. As crianças jogadoras também não apresentavam
uma frequência maior de atitudes antissociais e de bullying com os colegas.
Pelo contrário, os pesquisadores encontraram uma relação entre jogar videogame
e se envolver com mais frequência no que eles chamam de “atividades cívicas”,
como o trabalho voluntário
Fonte: Super Interessante, acesso em
13/08/2018 às 11;00h
Leia mais:
Tema 01
Leia o texto abaixo, da Agência Brasil, redija uma dissertação sobre o tema:
A descriminalização do aborto tem se propagado no mundo inteiro, tornando uma tendência, principalmente nos chamados países de primeiro mundo, entretanto, no Brasil e em outros países, o tema é polêmico. Qual o seu posicionamento nesse debate?
TEMA:ESCREVA UMA DISSERTAÇÃO COM ARGUMENTOS QUE FUNDAMENTEM O SEU PONTO DE VISTA ACERCA DA DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL.
STF retoma hoje debates sobre descriminalização do aborto
Especialistas foram convidados para defender suas posições
Publicado em 06/08/2018 - 06:59
Por Carolina Gonalves - Repórter da Agência Brasil Brasília
O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma hoje (6), a partir das 8h20, as discussões sobre a descriminalização do aborto até a 12a semana de gestação. Especialistas em diversas áreas foram convidados pelo STF para defender suas posições e apresentar argumentos que pautem a decisão final da Corte. Na última sexta (3), foram ouvidos cientistas e profissionais de saúde. A audiência pública desta segunda-feira (6) será aberta com a participação de representantes religiosos.
Dom Ricardo Hoerpers, bispo de Rio Grande (RS), será o primeiro a falar, representando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que tem um posicionamento claro contra a descriminalização da prática. Mestre e doutor em Bioética e Teologia Moral na Academia Alfonsiana, em Roma, Hoepers defende que o assunto transcende a esfera religiosa e acredita no papel social da CNBB para tentar convencer os magistrados a manter a lei como está.
Atualmente, no país, a interrupção da gravidez é considerada legal somente em casos de estupro, de gestação de fetos anencéfalos ou caso a gestante esteja correndo risco de vida. Assim como outras instituições religiosas, a CNBB defende que o embrião é um ser vivo a partir da concepção.
Dom Ricardo Hoerpers, bispo de Rio Grande (RS), será o primeiro a falar, representando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que tem um posicionamento claro contra a descriminalização da prática. Mestre e doutor em Bioética e Teologia Moral na Academia Alfonsiana, em Roma, Hoepers defende que o assunto transcende a esfera religiosa e acredita no papel social da CNBB para tentar convencer os magistrados a manter a lei como está.
Atualmente, no país, a interrupção da gravidez é considerada legal somente em casos de estupro, de gestação de fetos anencéfalos ou caso a gestante esteja correndo risco de vida. Assim como outras instituições religiosas, a CNBB defende que o embrião é um ser vivo a partir da concepção.
Mas nem todos os convidados ligados a instituições religiosas têm a mesma opinião. Entre as instituições que participam dos debates, estão representantes de entidades como Católicas pelo Direito de Decidir e o Instituto de Estudos da Religião, que se posiciona em defesa da descriminalização, conforme Lusmarina Campos Garcia.
Pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), teóloga e mestre em direito, Lusmarina explica que sua comunidade orienta o respeito à decisão das mulheres, considerando que nunca é uma escolha leviana e geralmente está pautada em sofrimento. Assim como alguns dos cientistas que apresentaram números no primeiro dia de audiência, Lusmarina se pauta nos dados relacionados à mortalidade materna em decorrência de procedimentos clandestinos
No período da tarde, entidades de direitos humanos vão se revezar nas exposições e cada uma terá 20 minutos para apresentar seu posicionamento. Ao todo, a ministra Rosa Weber, que é a relatora da ação que pede a descriminalização do aborto, convidou 53 expositores, entre pessoas físicas e organizações. Desse total, 33 apresentarão argumentos favoráveis ao pedido apresentado pelo PSOL em março do ano passado. Depois da audiência, a expectativa é de que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se manifeste sobre o tema em dez dias. Com o parecer, Rosa Weber deve concluir seu voto, que será submetido ao plenário do STF.
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